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Sobre Fernando K



Quase uma década depois, surgiu uma oportunidade que oferecia um alívio muito desejado do mundo corporativo e agitado da vida na capital. Me tornei diretor de tecnologia da informação de uma escola particular no interior do Brasil, na cidade de Presidente Prudente, onde eu também dava aulas na área de robótica para estudantes do ensino médio.

Minha entrada oficial na área de EdTech começou em 2006, quando comecei a desenvolver um sistema online - para a escola em que trabalho - que inclui a análise de aprendizagem (learning analytics) e ensino adaptativo (adaptive learnig). O Solvy, como é chamado, funciona como complemento para aulas tradicionais ministradas pelos professores (blended education). O programa era inédito no Brasil e até hoje, quase dez anos depois, ainda é.

Em 2013, fundei meu próprio negócio: a Appsis Tecnologia, uma empresa dedicada ao desenvolvimento da tecnologia na educação.

O desempenho acadêmico dos estudantes melhorou desde a implantação do Solvy, mostrando que ele foi um dos principais responsáveis pelo aumento das notas no ENEM e diminuição de 72,4% no índice de reprova. 

Appsis criou também um aplicativo móvel para o mercado internacional: o AniMoby, que consiste em uma lousa interativa que dá acesso a uma variedade de ferramentas de texto, desenho, inserção de foto e gravação de áudio, possibilitando a elaboração de tutoriais e simplificando o processo de preparação de aula para professores. O AniMoby já recebeu mais de 50.000 downloads desde seu lançamento, há menos de um ano atrás e está disponível para iPads e tablets Android.

Um comentário:

  1. A educação precisa de profissionais da tecnologia, mas que estejam ligados efetivamente à educação, para poder entender como a máquina funciona a fim de poder otimizá-la. Tenho visto propostas de tecnologias para a educação, mas tudo solto, sem geração de métricas e resultados, que apoiem as ações dos dirigentes escolares em todos os seus níveis.

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